Aquele olhar de esperança, de dó, de pena, de que queria segurar minhas mãos e me abraçar para me livrar de toda a dor que sinto. Isso vem de alguém que quer ser salvo e não consegue. Costumamos espelhar nos outros o que precisamos.
A questão é que nunca estaremos a salvo de toda a dor e tem
quem prefira senti-la a faze-la ir. A dor lembra que estamos vivos, lembra por
onde passamos e onde queremos ir. Quem dera eu poder ter o controle de como os
outros se sentem. A única coisa que posso fazer é desejar que nunca saibam o que é sentir o que eu sinto.
Então, não me venha com uma 'maternidade' de querer cuidar de mim. Não sou de fugir, mais que uma mão estendida, preciso de alguém que tenha
estômago para encarar os becos que me meto.
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