Quantas vezes você saiu de casa para
trabalhar e pensou “que privilégio o meu, diante daquele grupo de pessoas que,
apenas por uma característica física, foi marginalizada por um sistema econômico,
para que este trouxesse riqueza para outro grupo que se achava melhor por ter
uma outra característica física”?
Quantas vezes você realmente se
importou com o outro?
Quanta vezes você lembra dx negrx
marginalizado até que você encontre um lhe pedindo dinheiro ou quando aparece
na TV vítima de mais um genocídio? Ou quando aparece na Forbes após atingir as
expectativas capitalistas?
Quantas vezes você lembra da
prostituta que não queria estar lá até ver uma?
Quantas vezes você sentiu a lâmpada
te atingir como atingiu o/a
homossexual?
Quanta vezes você foi empático e
sentiu a dor do outro que não é do seu grupo?
Pois é, é mais fácil sentir
quando é do teu grupo ou quando acontece perto.
Vivemos em bolhas tão distantes
uma das outras que é quase impossível pensar no outro. Por isso que somo apáticos
em relação as coisas erradas ao nosso redor? Por isso que só nos mexemos quando
‘a água bate na bunda’?
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