quarta-feira, 1 de abril de 2020

Deixe me ir!

Não se apegue a mim. Não espere que sempre estarei de olhos abertos.
A vida é um sopro e eu posso ir voar com ela. Não se apegue a mim.

A cultura ocidental de colocar cristalizar a vida é coloca-la num pedestal é exaustiva. Faz as pessoas se sobrecarregarem com coisas que não lhes cabem e deixam o importante passar.

Não se apague a mim. Estou me descobrindo e descobrindo a vida.
Hoje estou aqui, amanhã não sei para onde serei levada.

Guardem as melhores lembranças de mim. Aprendam com os meus erros. Meu sorriso estará sempre aqui, minhas lágrimas secaram.

Certo é que sou grata por ter a oportunidade de viver e de ver a vida alheia. Grata por amar, chorar, sorrir e blablabla. Por mais que nem sempre tenha sentido isso, aprendi a descarregar o peso nos ombros. Acho até que aprendi a amar.

Às vezes o coração aperta, o sangue ferve, a cabeça perde o rumo, mas isso faz parte do viver. O que não faz parte é viver para sempre.

Não se apegue a mim. Certo é que temos um destino único. Guardem meu melhor sorriso e tenha sempre vários alguens para compartilhar as coisas.

Não se apegue a mim!

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